Fungos

No que se refere aos fungos, temos três doenças que atacam nossas Koi. Os fungos costumam ser parasitas oportunistas e estão associados à diminuição da resistência de nossas carpas, principalmente devido à diminuição da temperatura da água.

Existe tratamento para esse grupo de parasitas, e é relativamente fácil, contudo o mesmo deve ser realizado rápido, pois, uma infecção fúngica pode servir de porta para infecções secundárias, principalmente bacterianas.

Não devemos negligenciar essas doenças e devemos tomar cuidado com o diagnostico para não confundirmos com outras doenças, principalmente a linfociste e, então, realizarmos o procedimento errado e prejudicarmos nosso peixe.

O correto diagnóstico de todas as doenças é muito importante, por isso é importante o auxílio de um especialista, e existem fungos internos e externos. Vamos a eles:

Saprolegniose

Agente etiológico: Saprolegnia parasitica.

É a micose mais freqüente em peixes de água doce. Alguns autores indicam a possibilidade da Saprolegnia ser um agente patogênico primário, contudo, deve se considerar que esse fungo é um agente secundário. A temperatura ideal para seu crescimento situa-se entre 18 e 25°C.

Sinais clínicos: a infecção quase sempre é notada observando tufos macios de material tipo algodão no corpo dos peixes. Os peixes também costumam apresentar os sintomas de infecção bacteriana ou parasitária. É importante salientar que a coloração da infestação costuma ser branca, ma()s a sua cor pode ser escura se houver, entre as hifas, acúmulo de resíduos ou crescimento de bactérias.

Profilaxia: a transmissão se dá pelos esporos, de forma horizontal, através da água. Como medida profilática geral, recomenda-se a manutenção das boas condições ambientais que evitem o surgimento de doenças. Também é importante realizar a retirada imediata dos exemplares mortos.

Tratamento: após o diagnóstico correto da doença, o fungo pode ser tratado com formol, azul de metileno, sal ou folhas de castanhola.

Fonte: http://www.absolute-koi.com/subcat528.html.

Branquimicose

Agente etiológico: Branchiomyces spp.

São conhecidos duas espécies de gênero de parasitas. Ambas as espécies tem hifas ramificadas de cor castanha. Como o nome já diz, esses fungos são conhecidos como parasitas branquiais, e podem atacar todas as espécies de água doce, mas a maior parte das epizootias são registradas no cultivo de carpas nos países da Europa Central. Essa doença muitas vezes provoca elevadas taxas de mortalidade, principalmente quando a temperatura é elevada.

Sinais clínicos: as regiões afetadas ficam pálidas devido à dificuldade de circulação sanguínea. Com a progressão da infecção, os tecidos tornam-se necróticos e ficam com a cor branca ou acastanhada, e os arcos brânquias podem ficar parcialmente destruídos. Os animais infectados apresentam letargia, dificuldades respiratórias, distúrbios de equilíbrio e sensíveis ao manuseio.

Profilaxia: Evitar a realização da alimentação em excesso, especialmente quando a temperatura é elevada. Os exemplares mortos devem ser removidos rapidamente, e deve-se evitar que o lago apresente um alto teor de matéria orgânica.

Tratamento: Pode ser realizado com verde malaquita durante 12 horas, ou também se pode empregar formalina comercial, quando os peixes não estão tão infectados. O aumento do fluxo da água também pode ter um efeito positivo na redução da epizootia.

Fonte: http://www.koipondmeds.com/Fungal-Koi-Diseases/Branchiomyces-Gill-Rot-p-884.html.

Ictiofonose

Agente etiológico: Ichthyophonus hoferi.

É uma micose sistêmica de características granulamentosas, provocada por um fungo parasita obrigatório que, aparentemente, tem uma distribuição global, mas que afeta sobretudo peixes marinhos, porém, é bem registrada para carpas e sua presença está associada à utilização de restos de peixes marinhos na alimentação das espécies cultivadas.

Sinais clínicos: Não são específicos, e dependem largamente dos órgãos afetados e da extensão da infecção. Muitas vezes ocorre perda de apetite e letargia junto com outros sinais, como falta de coordenação. Internamente são observados grande quantidade de nódulos, correspondentes a granulomas, geralmente de cor branca, mas podendo também ser escuros.

Profilaxia: Não alimentar as carpas com peixes marinhos contaminados ou, então, eliminar o problema esterilizando o alimento através do calor (nos processos de fabricação a extrusão).

Tratamento: Não existe tratamento para essa micose, os peixes infectados se tornam portadores pelo resto da vida. Se essa epizootia for reportada o procedimento correto é a realização da desinfecção do lago e de todos os seus utensílios simultaneamente.

Crustáceos Metazoários Protozoários Bactérias Fungos Vírus